quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Stress e um texto de última hora

Estou sentado, as pernas mexem-se ao ritmo do compasso de uma música da Filarmónica (muito rápido, por sinal..). "Sou da montanha, era sol de domingo, minha mãe sorria.. corajoso pela noite, tinha cinto de bombeiro, o sorriso de minha mãe era grande como um rio.."
As pernas não param.
"Sei que um dia também, dormirei a vosso lado, aos olhos de minha mãe, no colo de meu pai.. sou da montanha!"
Um suspiro fundo.. mas a música não pára.
A pressão é muito grande, os objectivos e a fasquia estão bem lá no alto. Serão estes os motivos para o "nosso" stress? Humm.. há quem diga que sim, há quem não diga que não.
Sabiam que o inventor da palavra stress, era português? E porque não? Cómico..

Ora vejamos: o stress pode ser definido como a soma de respostas físicas (as pernas continuam a mexer-se) e mentais de uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências e expectativas pessoais.
Quantas foram as vezes que falámos "torto" para o nosso colega, amigo, irmão, pai, mãe, vizinho? Quantas foram as vezes que nos irritámos, porque quando chegámos a casa e tinhamos uma conta da PT para pagar?
Mas todos os meses.. chega a conta da PT a casa, porquê a irritação?
Estou irritado, porque sou desempregado há mais de 5 anos. Oh, mas porquê a irritação, se vives num país com a maior taxa de dezemprego da Europa?

Quando o ser humano for capaz de controlar a sua "irritação", e antes de mandar aquele berro, tiver um pensamento rápido de lógica e compreensão, a palavra "Stress" vai deixar de existir.

Uma pergunta para 50 000€. Sabem qual é a força mais poderosa do universo? Vá... tentem adivinhar. Não.. não é a bomba atómica. Também não é a gravidade.. É a nossa mente! Alguem acredita que pode, com a mente, mover um copo?
O stress é, tão simplesmente, uma fraqueza da nossa força mais poderosa. Digamos que é uma pequena falha no sistema, que só pode ser ultrapassada por nós próprios. Mas se a nossa mente é capaz de mover energias no universo, porque é que não pôde dar um sorriso à nossa cara, quando a conta da PT chegou? Porque é que, em vez de "mandar o nosso vizinho para outro lado", não nos rimos da nossa estupidez, da nossa forma ridícula de pensar quando algo não corre bem? Nesse mesmo dia em que nos apeteceu "desaparecer" por sermos desempregados, pensem que nesse mesmo dia está uma queniano a receber 1€ de salário mensal!

As pernas pararam de tremer!

"Tu tens que cantar como se não precisasses de dinheiro, amar como se nunca fosses te ferir. Tu tens que dançar como se ninguém estivesse a olhar. Isso tem que vir do coração, se tu quiseres que dê certo."
Susannah Clark

Brain by one

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O tal empreendedor

A palavra empreendedor (entrepreneur) tem origem francesa e quer dizer aquele que assume riscos e começa algo de novo. Surgiu no séc. XVII pelas mãos de Richard Catillon.
Bem até aqui nada de novo!

Quantos de nós é que já não procurámos a receita mágica para ser "o tal empreendedor"? Comprámos muitos livros, divagámos horas a fio pela FNAC à procura de algo que nos pudesse ajudar, uma bengala.. um conjunto de pistas que nos levassem ao mapa do tesouro.. e tivémos sucesso? Eu arriscava-me a dizer que não.

Eu trocaria um livro por uma conversa com a "pessoa certa"!

O nosso código genético foi construído com vários interruptores, que por regra estão todos desligados, constituindo um grande circuito interno.
Algumas pessoas conseguem ligá-los bem cedo, logo aos 4 anos, e a esses a sociedade chama de "crianças prodígio", um termo interessante, mas completamente discriminatório. Outras pessoas só os ligam aos 50 anos, e a esses a sociedade chama de "crânios".
Não há uma idade para começar. Não há uma receita para aplicar. Não há um mapa para descobrir.

Muitas vezes, grandes entendidos afirmam que "o tal empreendedor" é aquele que descobre algo que estava por descobrir, aquele que cria o incrível, aquele que traduz para uma folha a fórmula do sucesso.
E será que empreendedor não é aquele que parte do já criado e recria..? A pessoa que inventou a roda, já a inventou com pneus e jantes?

Porque será que se fazem conferências em redor do tema empreendedorismo? Porque é que há associações de empreededores? Quem é que define que eu, ou tu, ou o outro é empreededor?

Isto parece ser um texto com demasiadas perguntas e poucas respostas. Mas o empreendedor não será aquele que questiona, que coloca o ambiente ao seu redor a pensar? Por esta lógica, os jornalistas são todos empreendedores, ou então os miúdos de 8 anos quando começam a entrar na idade dos "porquês", também o são.

"Alguns homens vêem as coisas como são, e perguntam: "Por quê?”. Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: "Por que não?”."
George Bernard Shaw


Enganem-se aqueles que pensam que só o Economista, o Politico, o Gestor, o Médico, o Engenheiro ou o Investigador é que podem ser empreendedores.
Há muito espaço no conceito de empreendedor para ter o cantoneiro, a secretária, o motorista ou o empregado de balcão. Não sou eu que o afirmo, é "o tal empreendedor", um sujeito que cresceu num seio familiar complicado, que lutou muito para chegar onde está, e que dá valor a cada email que recebe, a cada reunião que tem, a cada minuto que espera numa fila da repartição de finanças.
Todos nós já fomos presentiados com "o tal empreendedor", no entanto nesse dia, ele era uma pessoa normal, que teve uma conversa normal connosco num momento perfeitamente normal. Tudo muito normal.. o que bloqueou a nossa atenção, impediu os nossos sentidos de funcionarem perfeitamente.
Mas não desesperem.. porque ele vai voltar. Provavelmente, vestido com outra roupa, num outro momento da vossa vida. Ele vai chegar e vai dizer "Olá", e vai querer ser o teu melhor amigo, só tens que o ouvir. Não com os ouvidos do menino que ouve o sermão do pai e o castiga, mas com os ouvidos de alguém que está prestes a saber, antecipadamente, os números da lotaria.
Fiquem atentos...

E não se esqueçam que o empreendedor gosta do não como resposta.

Brain by think.

domingo, 13 de janeiro de 2008

A saga de um pensador

«Houve reis que tentaram aprisionar a felicidade com o seu poder, mas ela não se deixou prender. Milionários tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Famosos tentaram seduzi-la, mas ela resistiu ao estrelato. Sorrindo, ela sussurrou ao ouvido de cada ser humano: "Ei! Procura-me nas decepções e dificuldades e, principalmente, encontra-me nas coisas anónimas da existência." Mas a maioria não ouviu a sua voz, e entre os que a ouviram, poucos lhe deram credibilidade.»
Augusto Cury, A Saga de um Pensador

Nunca fui muito de ler. Achava que ler um livro era perder tempo. E quem é que não prefere ver um bom fillme, ou falar no msn, ou jogar travian.. do que propriamente estar sózinho com um livro na mão? Mas acho que um livro é como a faculdade, não vai ser por não gostarmos de um professor que a vamos odiar.
Quando era puto, a minha professora de português lá tentava que os meninos lêssem para fazer as fichas de leitura, mas confesso que nunca li por gosto, mas por obrigação. A Lua de Joana, o Diário de Anne Frank, Uma aventura..., ou Os Cinco, fizeram e ainda fazem parte da minha estante.
Um dia a minha melhor amiga (que não posso revelar o nome), mostrou-me "A Saga de um Pensador" do Augusto Cury, e digamos que foi amor à primeira vista. Sabem... quando estão a passear pela calçada da praia, perdidos em pensamentos, e quando menos esperam, passa aquela miúda, que até nem tem um corpo escultural, mas com um olhar carinhoso, faz-nos pensar... Aquilo que seria um passeio pela praia, torna-se no encontro não planeado com algo a que um dia vamos gostar de chamar de "Amor".
Pois, foi mas ao menos isto que o livro me transmitiu. Acho que o segredo de um bom livro não está nas palavras que ele comporta, mas na forma como nós as lemos. Podemos assumir várias posturas.. ou o lemos para obter respostas às nossas perguntas (não é uma boa forma..) ou o lemos para encontrar perguntas para as nossas respostas (gosto mais desta..).

Tenho aconselhado o livro a várias pessoas, mas também sou forçado a dizer que nem todos o podem ler. Ou melhor.. todos o podem ler, mas nem todos o podem admirar.
Ora vejamos:"... no nosso mundo, cremos que a embalagem muda o valor do conteúdo."
Uma das minhas preferidas: "O maior favor que se pode fazer a uma semente é enterrá-a" - Depois de ler esta frase, experimentem ficar 15 segundos com ela na cabeça.
"O que é mais importante para formar um pensador? A dúvida ou a resposta pronta? - a dúvida. Então que ensinam os professores?" - Simplesmente magnifico.. Não há muito mais a dizer, pois não?E podia continuar com frases, simplesmente, poderosas. Se alguém um dia disse que as palavras são a arma mais letal que existe.. concordo plenamente!

Obrigado.

Brain by read